sábado, 24 de julho de 2010


Eu sou uma das muitas pessoas que são julgadas todos os dias pelos "politicamente corretos", mas felizmente encontrei um jeito de me libertar e dizer um foda-se bem grande para as ideias tortas da sociedade: o bom e velho rock'n'roll.
Como disse Cazuza: "Não há nada mais novo e desafiador do que o rock, o rock é a vingança dos escravos."
Concordo que toda árvore têm seus frutos podres e mesmo dentro da vasta cena do rock'n'roll, ainda existem aqueles que sujam a imagem desse precioso estilo de vida, mas não podemos negar que por trás das roupas pretas, rasgadas e a fama de vagabundos, os rockeiros são na maioria das vezes muito mais inteligentes e evoluídos do que muita dupla serteneja que só falam de traição ou separação. Penso que hoje em dia, muitas pessoas desvalorizam ou esqueceram o que aconteceu no Brasil nos anos 80, as bandas de rock que apareceram para falar de política, desigualdade social, ou até mesmo amor, mas o tornando em forma de poesia e não esses repetecos que a gente vê por aí em todas as músicas atuais. Naquela época os músicos se preocupavam em fazer letras inteligentes e não em ganhar rios de dinheiro.
Eu nasci em moro em Brasília, minha mãe viveu a época da banda Aborto Elétrico, que antecedeu as maiores bandas do rock brasiliense, como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Plebe Rude. Ela sempre me fala que via o mestre Renato Russo e seus amigos, Bonfá, Dado Villa-Lobos, Renato Rocha e tantos outros, ensaiando embaixo dos blocos de prédios de dia e de noite *-* Admito que morro de inveja dela, e daria tudo para ter vivido os anos 80 aqui de BsB, realmente daria.
Mas o que me choca é saber que a maioria das pessoas que criticam os rockeiros de hoje, antigamente fizeram parte dos movimentos undergrounds que existiam por aqui. Até entendo que hoje em dia as coisas são mais diferentes, tudo é mais perigoso, as noites são mais perigosas, mas eu penso que se os pais que criticam e prendem seus filhos em casa, achando que o rock leva as drogas e a vícios, em vez de fazerem isso, apoiassem seus filhos, e procurassem saber o que é o rock de hoje em dia, e descobrissem que muitas bandas atuais tentam fazer justiça aos pioneiros do rock, escrevendo e tocando músicas sobre política, atitude e personalidade, seus filhos realmente não estragariam suas vidas por aí.

THE GRUNGE IS NOT DEAD.

Post: Larissa

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